terça-feira, 27 de dezembro de 2011

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Acredito que todas as pessoas pensam o dia inteiro. Dentre estes pensamentos, existem os superficiais, os práticos e os intensos, sendo este último o mais freqüente em minha mente, talvez o motivo de me fazer surtar.
Toda e qualquer opinião expressada aqui é resultado de experiências de vida, sejam elas reais ou fantasiosas, idéias que vou tendo e tenho a cada momento. Talvez o caro leitor ache meu texto um pouco bagunçado (talvez muito), mas se é a tradução do meu pensamento, nada mais justo expressar na ordem em que apareceram e formaram a presente idéia.
Voltando aos tipos de pensamento, falemos sobre os superficiais. Estes acontecem quando estamos diretamente conectados com objetos físicos, como pensar na combinação de peças de roupa, o momento em que aguardamos abrir o sinal no trânsito, quando colocamos água em um copo. Apesar de serem superficiais, podem se transformar em práticos ou intensos, ou até mesmo permear ambos. Bem provável que isto não vá dar em nada, mas talvez não seja esse o objetivo, acredito que filosofar sobre algo lógico e já definido por natureza (ou não) seja simplesmente exercitar o pensamento. Por isso que tem gente que não surta como eu, porque entende ser inútil pensar em algo desse tipo. Durante muitos anos da minha vida pensei ser um castigo intensificar tudo ao meu redor, e ao que não está ao meu redor também, mas depois de um tempo aprendi a simplesmente deixar acontecer.
Os pensamentos que chamo de práticos são aqueles obrigatórios para a nossa sobrevivência, são similares aos superficiais, mas com um caráter, como diz o nome, mais prático. Pensar sobre a combinação de peças de roupa não fará com que a pessoa sobreviva, vide as tradicionais “peruas” vagando por aí. Se vestir já é algo prático, algo necessário. Com algumas exceções, geralmente as pessoas trabalham vestidas e isto dificilmente será mudado. Acredito que o pensamento prático é mais superficial que o próprio pensamento superficial, pois a nossa necessidade por muitas vezes nos impede de pensar diferente, é rígido. O superficial, ao menos, garante a possibilidade de variar.
Por último, mas não menos importante (adoro essa expressão; tão lógica, mas tão auto-explicativa...), é o pensamento intenso. Com ele é possível sair da razão e, após uma grande viagem, voltar a ela. É possível não voltar nunca mais, assim como é possível chegar lá, odiar, e voltar correndo para a realidade. Se bem que a realidade é o meu ingrediente predileto, quanto mais real, mais eu viajo. E nessas viagens tenho experiências tão completas, que as consigo trazer à minha realidade e assim, fico mais aliviado de poder ter pensado sobre este ou aquele assunto.
Tudo que falei até agora, provavelmente, foi chover no molhado, correto? Sim, está correto! O que pretendo fazer aqui é chover no molhado, mas de diferentes maneiras, seja em garoa, chuva, tempestade, granizo. O que importa não é o tipo de chuva e sim a maneira que nos protegemos dela ou até mesmo, saímos desprevenidos para ter o prazer de senti-la nos molhando, corroendo.

2 comentários:

  1. O pensamento prático, por mais superficial que seja, ainda sim exercita a mente a deixa trabalhando. Senti que você o desprezou, por ele ser muito objetivo talvez? Quase alienante?

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  2. Todo pensamento é alienante. A verdade foi criada por nós.

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