Todo mundo já foi pelo menos
uma vez ao McDonald’s. Eu frequentei durante anos e ainda vou de vez em quando,
mas este post não é para falar mal das refeições ou da dominância da empresa no
mercado e sim para falar sobre seus funcionários. Grande parte do quadro é
composta por homossexuais, negros, obesos, etc.. São pessoas bem jovens, a
partir de 16 anos e costumam ser bem pobres.
Por mais que pareça que vou falar
mal da rede, na verdade estou aqui para refletir sobre o porquê de eles irem
parar na frigideira fritando batatas fritas à 260° ou limpando o chão do salão
da lanchonete. Não é à toa que pagam mal, afinal, o trabalho não exige grandes
conhecimentos, apenas necessidade absurda de trabalhar. Por mais “inclusivas”
que a maioria das empresas se intitulem, não há espaço para essas minorias.
Existem cotas para deficientes, fato já abordado em um post aqui, mas não
existe uma cota para as minorias citadas. Aliás, minoria só no nome, porque no
Brasil creio que a maioria em quantidade seja de pessoas negras, além da
obesidade que vem tomando conta do país continuamente e a crescente revelação
de homossexualidade na sociedade.
Mas o que define o que é minoria? A
quantidade de pessoas ou a rejeição da sociedade? É certo pensar que, se não
existisse o McDonald’s, essas pessoas estariam desempregadas, mas se a maioria
das empresas não fossem preconceituosas, o McDonald’s seria obrigado a igualar
as condições de trabalho, assim como todas as outras que exploram seus
funcionários. Às vezes chego a acreditar que eles não melhoram a qualidade
nutricional de suas refeições para que as mídias sociais continuem com o foco
nisso, ao invés de olharmos por detrás dos balcões.
Eu usaria esse “olhar por
detrás dos balcões” para elucidar outra coisa. Usamos aparelhos construídos por
trabalhadores chineses que estão em condições piores das dos funcionários de fast food, constantemente se suicidam do
alto das torres das fábricas e só queremos saber de ter o celular mais moderno.
Crianças morrendo de fome na África, terra explorada, literalmente.
Colonizadores chegaram, sugaram, mataram e foram embora, deixando o povo armado
e jogado. O nosso Nordeste! A periferia! Não precisamos ir muito longe.
(Só um
comentário a parte, quem pede anarquismo deveria primeiro olhar como alguns
países africanos estão sem um governo estruturado. O caos é grande com governo,
mas sem, é o caos completo, pois o ser humano não está pronto para mandar no
seu próprio nariz.) Bem, o que quero dizer aqui é que atrás do balcão estão
pessoas invisíveis, pessoas que não queremos ver os rostos para não nos
sentirmos mal com o nosso egoísmo. Queremos Big Mac, não saber quem queimou as
mãos fazendo.