quinta-feira, 28 de junho de 2012

McDonald's, um refúgio para os rejeitados


Todo mundo já foi pelo menos uma vez ao McDonald’s. Eu frequentei durante anos e ainda vou de vez em quando, mas este post não é para falar mal das refeições ou da dominância da empresa no mercado e sim para falar sobre seus funcionários. Grande parte do quadro é composta por homossexuais, negros, obesos, etc.. São pessoas bem jovens, a partir de 16 anos e costumam ser bem pobres. 
Por mais que pareça que vou falar mal da rede, na verdade estou aqui para refletir sobre o porquê de eles irem parar na frigideira fritando batatas fritas à 260° ou limpando o chão do salão da lanchonete. Não é à toa que pagam mal, afinal, o trabalho não exige grandes conhecimentos, apenas necessidade absurda de trabalhar. Por mais “inclusivas” que a maioria das empresas se intitulem, não há espaço para essas minorias. Existem cotas para deficientes, fato já abordado em um post aqui, mas não existe uma cota para as minorias citadas. Aliás, minoria só no nome, porque no Brasil creio que a maioria em quantidade seja de pessoas negras, além da obesidade que vem tomando conta do país continuamente e a crescente revelação de homossexualidade na sociedade. 
Mas o que define o que é minoria? A quantidade de pessoas ou a rejeição da sociedade? É certo pensar que, se não existisse o McDonald’s, essas pessoas estariam desempregadas, mas se a maioria das empresas não fossem preconceituosas, o McDonald’s seria obrigado a igualar as condições de trabalho, assim como todas as outras que exploram seus funcionários. Às vezes chego a acreditar que eles não melhoram a qualidade nutricional de suas refeições para que as mídias sociais continuem com o foco nisso, ao invés de olharmos por detrás dos balcões. 
Eu usaria esse “olhar por detrás dos balcões” para elucidar outra coisa. Usamos aparelhos construídos por trabalhadores chineses que estão em condições piores das dos funcionários de fast food, constantemente se suicidam do alto das torres das fábricas e só queremos saber de ter o celular mais moderno. Crianças morrendo de fome na África, terra explorada, literalmente. Colonizadores chegaram, sugaram, mataram e foram embora, deixando o povo armado e jogado. O nosso Nordeste! A periferia! Não precisamos ir muito longe. 
(Só um comentário a parte, quem pede anarquismo deveria primeiro olhar como alguns países africanos estão sem um governo estruturado. O caos é grande com governo, mas sem, é o caos completo, pois o ser humano não está pronto para mandar no seu próprio nariz.) Bem, o que quero dizer aqui é que atrás do balcão estão pessoas invisíveis, pessoas que não queremos ver os rostos para não nos sentirmos mal com o nosso egoísmo. Queremos Big Mac, não saber quem queimou as mãos fazendo.

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